[Utilidade Pública] Cursos Gratuitos na área de Saúde

25/05/2010

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Estão abertas as inscrições para os CurSUS – os Cursos de Aperfeiçoamento e Atualização para os Trabalhadores do Sistema Único de Saúde. Os treinamentos são oferecidos pelo Instituto de Saúde, através de seu Núcleo de Formação e Desenvolvimento Profissional, que tem ligação com a Secretaria Estadual da Saúde de São Paulo.

É a oportunidade ideal para quem já está inserido na área de saúde ou pretende ingressar nessa carreira. Isso porque os cursos são de graça.

Segundo os organizadores do curso, o público-avo desta iniciativa são: médicos, interlocutores da saúde da mulher, gestores de nível municipal e estadual, articuladores da atenção básica, da população negra e idosa, enfermeiros e nutricionistas, além de outros.

Veja abaixo, os 8 cursos oferecidos:

  • Atualização em dermatoses para o Sistema Único de Saúde (SUS)
  • Avaliação das práticas de alimentação infantil em campanhas de vacinação
  • Iniquidades em saúde
  • Fortalecendo e sustentando a Iniciativa Hospital Amigo da Criança (IHAC)
  • Direito, Saúde e Sociedade
  • Práticas integrativas e complementares em saúde, medicina tradicional e medicina tradicional chinesa
  • Promovendo e incentivando a amamentação em um Hospital Amigo da Criança
  • Aconselhamento em alimentação de lactentes e crianças de primeira infância

Os interessados poderão se inscrever gratuitamente pelo site www.isaude.sp.gov.br. Os cursos terão duração até novembro de 2010 e serão realizados no Auditório Walter Leser do Instituto de Saúde, situado à Rua Santo Antonio, 590, Bela Vista, São Paulo.

Via

[Cultura] Dica de Livro: O Centésimo em Roma

30/04/2010

Humor, fina ironia e uma profusão de referências, que vão de Tácito a Shakespeare, passando por Machado de Assis, dão forma ao romance histórico O centésimo em Roma, do escritor Max Mallmann.

Com base em sólida pesquisa, Mallmann recria, de forma magistral, a Cidade Eterna entre os anos 68 e 70 d.C.: romanos nobres e plebeus, cristãos, judeus, gregos, etíopes, indonésios e germanos convivem em vielas e becos de uma Roma que cheira a “molho de peixe, suor e esgoto”, e que por isso mesmo é amada pelo atrapalhado centurião e protagonista da história, Desiderius Dolens.

Dando vida a legionários, prostitutas, senadores e césares – a maioria com existência comprovada –, Mallmann apresenta ao leitor um caldeirão onde se misturavam corrupção, assassinatos, luxúria, vinho e muito sangue.

Veja o Booktrailer:

Via Revista Zás!

[Cultura] Mostra na Pinacoteca revela faceta crítica de Andy Warhol

26/03/2010

O rótulo “artista pop” é muito pequeno para definir Andy Warhol, como se pode perceber na mostra “Andy Warhol, Mr. America”, que será aberta no próximo sábado, na Estação Pinacoteca. A reportagem da Folha viu a exposição em sua primeira montagem, em Bogotá, na Colômbia, no ano passado.

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Obviamente, estão nas obras, como nas gravuras de Marilyn Monroe e nas das latas de sopa Campbell’s, os elementos que marcam a chamada arte pop, ou seja, o uso de elementos do mundo das celebridades e da publicidade –nessas imagens, Warhol sempre se apropriou de fotos de jornal.

Mas o que a exposição revela com intensidade é, em primeiro lugar, uma faceta crítica, que até então costuma ser atribuída apenas ao pop inglês, onde o movimento surgiu, com a famosa colagem “O que Exatamente Torna os Lares de Hoje Tão diferentes, Tão Atraentes”, de Richard Hamilton, de 1956.

Se Warhol não usava ironias em seus títulos, elas estão presentes, contudo, em suas próprias construções. Suas celebridades são maquiadas com cores fortes e berrantes, outro elemento que o caracteriza como pop, mas exibidas após situações de fraqueza. Na série sobre Jackie Kennedy, por exemplo, ela surge não quando estava gerando um padrão de beleza para o país, mas no momento de luto.

É como se Warhol apontasse para o poder ambivalente da imagem que se torna impressa, afinal ela não é capaz de revelar tudo. Nesse sentido, o custo da fama revela-se perverso e sem glamour. Mesmo assim, ao colorir tais imagens, ele apela para a sedução, uma das razões que o tornou a ser tão reconhecido popularmente.

Outro caráter importante da exposição é exibir, junto com os trabalhos mais famosos, sua obra mais experimental, até então normalmente vista em pequenas mostras ou como trabalhos menores. Warhol produziu filmes alternativos em grande quantidade -há 17 deles na exposição- e trabalhou em vários suportes, chegando até a criar ambientes imersivos, como “Silver Clouds” (nuvens prateadas), de 1966, ou “Cow Wallpaper” (papel de parede de vaca), de 1972.

São trabalhos precursores das instalações contemporâneas, que o levam muito além da mera produção pop.

Finalmente, o curador Philip Larratt-Smith acerta ainda ao apontar o caráter sarcástico de Warhol em relação aos mitos americanos. O artista abordou a violência contra os negros, em “Confrontos Raciais”, a miséria, em “Desastres do Atum Enlatado”, retratou temas tabus como a homossexualidade, a obsessão pela morte e, como se não fosse suficiente, a sociedade do espetáculo.

Assim, quem observa apenas as cores fortes e as imagens sedutoras, fica apenas na superfície da obra de Warhol, mas quem quiser se aprofundar de fato nessas imagens, vai descortinar um mundo não colorido e tampouco atrativo, o que afinal é o retrato da América.

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Editoria de Arte/Folha de S.Paulo

ANDY WARHOL, MR. AMERICA

Quando: abertura, sábado, às 11h; de ter. a dom., das 10h às 18h
Onde: Estação Pinacoteca (lgo. General Osório, 66, Centro, SP, tel.0/ XX/11/ 3335-4990); até 23/5
Quanto: R$ 3 a R$ 6 (sábado, grátis)
Cotação: ótimo

Via Folha Online

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